Após pedidos de mais interatividade resolvemos criar o forum da Rádio Legalize. Este espaço inaugurado hoje é o ambiente propício para usuários postarem assuntos pertinentes ao universo canábico. Aqui todos podem adicionar conteúdo e todos podem discutir sobre os assuntos postados, máximo de interação de uma rádio que une, áudio, vídeo e texto.
Não fique de bobeira cadastre-se e participe, seja uma voz no ativismo pela legalização da cannabis, seja um crítico de artes,um chef da gastronomia, seja o que quiser, todos que estão afim de contribuir e somar com informações sérias e verídicas são bem vindos.
Então pessoal vamos adicionar conteúdo e fazer daqui o nosso espaço!!!
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje que “imaginar um mundo sem droga é um objetivo difícil de ser alcançado, é como imaginar um mundo sem sexo”. A declaração foi feita na abertura da primeira reunião da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia, realizada na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio. Trata-se de um desdobramento da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, criada por Fernando Henrique e pelos ex-presidentes da Colômbia, César Gaviria, e do México, Ernesto Zedillo, que em fevereiro apresentou um documento propondo a descriminalização da posse de maconha para consumo pessoal.
“Qualquer pessoa razoavelmente informada e inteligente vai dizer que isso é inconsequente. Fomos propositadamente inconsequentes porque é um passo para que a sociedade possa entender e eventualmente dar outro”, discursou ele, acrescentando em seguida: “Descriminalizar não é igual a liberalizar, que implica em legitimar. Mas como se pode descriminalizar e não legitimar? Temos que discutir. Não quisemos botar o carro diante dos bois na nossa comissão. Vocês, que não têm nenhum ex-presidente, podem botar o carro na frente dos bois à vontade, examinado com critério quais são passos que se seguem a uma primeira quebra de tabu.”
Para Fernando Henrique, a grande questão é não tratar usuários de drogas como criminosos. “Não estou dizendo que não deve haver combate. Mas a quem? Ao usuário ou ao traficante?” Segundo ele, a atual legislação do País é ambígua ao “abrir certo espaço para o arbítrio da autoridade policial ou membro da Justiça”. Fernando Henrique disse que todas as drogas fazem mal à saúde, incluindo o tabaco e o álcool, mas algumas são reguladas e outras são estigmatizadas. Ele lembrou campanhas de prevenção da Aids realizadas em seu governo para dizer que campanhas pelo uso da camisinha também representaram uma “mudança de paradigma”. “A nossa luta foi, em vez de sem sexo, com sexo seguro. Agora, a meta realista é reduzir o dano causado pela droga à sociedade e deslocar o foco da repressão para a prevenção.”
Para o historiador e membro da Academia Brasileira de Letras José Murilo de Carvalho, um dos 28 participantes da comissão, Fernando Henrique assumiu uma posição “corajosa” que “evidentemente dá credibilidade ao debate”. Segundo ele, o simples fato de a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie ter aceito o convite para participar da comissão é um “excelente indicador”. “A presença é muito importante e ela mostrou realmente muita abertura.” Para José Murilo, no Brasil o “dano talvez seja causado mais pela violência do tráfico do que simplesmente pelo consumo de droga”. Ele elogiou a experiência portuguesa de descriminalização. “Isso faz parte de um processo longo de convencimento. O que aconteceu com o cigarro é um negócio incrível. Em dez anos, mudou completamente a cultura.” Para José Murilo, o grupo tem uma composição interessante, mas “está faltando jovens”.
Para quem perdeu e quem quer rever o episódio de A Grande Família que o Lineu (Marco Nanini) participou da Marcha da Maconha, está aí. Episódio que rendeu muitas discussões entre os personagens e deve ter causado mais ainda entre os telespectadores.
Não tem muito tempo, o advogado novaiorquino Ethan Nadelmann, fundador da Drug Policy Alliance, entidade que defende mudanças na política antidrogas americana, era considerado um radical em seu país. Sua posição pela legalização da maconha, redução de danos a dependentes químicos e descriminalização do uso de todas as drogas, com vistas à diminuição do encarceramento em massa que faz dos EUA responsável por 25% de toda a população carcerária do mundo, fazia dele um ET em qualquer debate público do qual participasse. Mas hoje, ele garante, os tempos são outros. Mesmo sem ter feito ainda nada de concreto sobre o tema, o novo governo democrata de Barack Obama promete começar a mudar o cenário de violência, gastos públicos e intolerância que domina a posição americana sobre o assunto dentro e fora do país, e que nos últimos anos arrastou quase o mundo inteiro numa cruzada cara e pouco eficiente em busca da utopia impossível de um mundo livre das drogas. Pelo menos essa é a esperança de Ethan, que nessa quinta-feira participou de um debate sobre legalização de drogas no auditório do Globo, na companhia da psicanalista Maria Thereza Aquino, diretora do Núcleo de Estudos em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad/UERJ), do jornalista Arnaldo Bloch e de cerca de 100 privilegiados espectadores. O evento fez parte do projeto Encontros no Globo, no qual há cerca de 20 anos público e especialistas se reúnem para discutir temas relevantes para a sociedade.
Hoje as 21:30 na TV Câmara será veiculado ao vivo, um debate sobre a legalização da maconha. O ministro Carlos Minc foi convocado para esclarecer sua participação na Marcha da Maconha, mas sua presença foi adiada para a próxima terça.
Para assistir o debate ao vivo clique aqui
Participe! Envie sua pergunta para 0800-619619 ou para o e-mail expressaonacional@camara.gov.br, que ela será respondida ao vivo.
Nesta terça-feira dia 28 de abril vai ocorrer mais um debate sobre a Marcha da Maconha. O coletivo já havia promovido um debate na última quinta-feira no circo voador, agora o local é na UERJ a partir das 19 hs.
Convidados confirmados para a mesa:
Marcelo Yuca (Músico)
Daniel Sarmento (Procurador Regional da República)
Luiz Eduardo Soares (Secretário Municipal de Valorização da Vida e Prevenção da Violência de Nova Iguaçu)
Orlando Zaccone (Delegado da Polícia Civil Nova Iguaçu)
Renato Cinco (Coletivo Marcha da Maconha)
Luiz Paulo Guanabara (Psicotropicus)
Rodrigo Pinto (Blog Sobredrogas do Globo)
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