Você imagina como é cobrir o narcotráfico? E se a cobertura for no meio da selva, como na Colômbia? A americana Ana Arana, do Knight International Journalism Fellowship, que trabalha no México, e a colombiana MariaTeresa Ronderos, da revista Semana, falaram sobre os perigos e precauções para quem quer fazer matérias sobre esse tema, na palestra “Os riscos de cobrir o crime organizado: Experiências no México e na Colômbia”.
Ambas compartilham a mesma opinião. O jornalista precisa se proteger, porque a maioria dos repórteres é despreparada para trabalhar em áreas de risco.
Atualmente, cerca de 500 mil pessoas no México trabalham diretamente para mega-traficantes. O narcotráfico naquele país movimenta cerca de 13 milhões de dólares por mês, apenas com a venda de maconha. A droga já é mais vendida que a cocaína.
Nos últimos anos, o México aumentou seu poder de compra em 20%. A ascensão financeira dos mexicanos fez o consumo de drogas aumentar e, consequentemente, os traficantes ficaram mais ricos e influentes. Segundo Ana Arana, o crescimento econômico aproximou traficantes e governantes. São pessoas que não podem se reunir publicamente e que não hesitarão em fazer qualquer intimidação ou retaliação por causa de alguma matéria.