domingo 13, maio, 2012 23:22
Pot Model profile #05 Especial Dia das Mãe(conheira)s

Como vocês sabem nós só publicamos a entrevista com a Pot Model do mês no mês seguinte, mas nesta data tão especial não podíamos deixar de homenagear as mães. Sem mais delongas confira a entrevista com a Pot Model Lara Montenegro.
“Tenho 27 anos, carioca, amo praia, sou casada há 11 anos e tenho os filhos mais lindos desse mundo.”
Rádio Legalize: Quando e como a maconha entrou na sua vida?
Lara Montenegro: Na verdade acho que ela sempre esteve presente! rs
A minha irmã fumava, às vezes ela ficava lá em casa com as amigas fumando…Isso faz tempo, hoje ela nem fuma mais! rs
Na época eu só tinha curiosidade, mas o tempo foi passando, veio a vontade com as minhas amizades, o fácil acesso… Aí fechou! rs
RL: Como foi a sessão de fotos para o Calendário?
LM: Foi lindooo, eu adorei participar, todas as meninas mandaram bem, rolou uma sintonia boa!!!No início foi meio complicadinho me soltar, encarar a câmera, mas depois fluiu bem… Foi legal, uma “tarde” bem florida! rs
RL: Você estava grávida quando posou, como foi a repercussão disso? (família, amigos, consumidores e afins)
LM: A maioria aprovou, achou legal a iniciativa, entendeu bem a proposta do calendário, achou lindo o nosso trabalho…Mas tiveram aqueles que me chamaram de maluca, aqueles que acharam que foi uma exposição desnecessária, principalmente pela gravidez… Mas enfim, não tem como agradar todo mundo, né!? O importante é que eu fiz de coração e fiquei super feliz com o resultado!
RL: Qual sua relação com a maconha atualmente como mãe?
LM: A maconha não é um problema na minha vida, eu não deixo de fazer as minhas coisas ou tenho menos responsabilidades, ou sou menos mãe porque eu fumo, cada coisa no seu tempo, cada coisa na sua hora, como cada coisa deve ser…
RL: Quando sua filha crescer, como pretende abordar o assunto sobre drogas com ela?
LM: Sobre a Lelê, confesso que ainda não parei e pensei. Acho que só quando ela ficar beeem maior, mas acredito que da forma mais franca possível… Daqui a pouco essa conversa é com o irmão dela! rs
RL: Você tem um filho mais velho, já conversou sobre isso com ele? (Se sim, como foi?)
LM: A gente conversa de tudo um pouco, o Luquinhas é um menino bastante inteligente, ele é bem informado, é curioso. A nossa conversa é natural, ele sabe q as drogas fazem mal, ele é da geração saúde, pratica judô desde 3 anos (ele tem 9). Ele conseguiu fazer eu e o pai parar de fumar cigarro, com certeza foi um dois principais motivos, ele tem a consciência do que é certo e errado, mas acho que ainda não chegou a hora de ter uma conversa mais aberta. Acho também que falta pouco, quero que as nossas conversas venham da parte dele, que ele se sinta à vontade de perguntar, de querer saber, de me questionar – ou quando eu perceber isso dele! Acho que eu vou sacar quando chegar a hora!
RL: E se eles fumarem?
LM: Tudo certo! Por tanto que eles tenham um certo limite, não transformem a casa num fumódromo, tudo beleza! O que não pode é deixar as responsabilidades de lado por causa de maconha ou qualquer outra coisa. Tudo em excesso faz mal!
RL: Você disse que o Lucas fez você e seu marido pararem de fumar,mas vocês ainda fumam maconha, ele já surpreendeu vocês fumando (maconha) depois de vocês terem parado de fumar (cigarro) ou questionou sobre as diferenças do baseado e cigarro?
LM: Então!… rs Na verdade só teve uma vez que ele viu o meu cunhado desberlotando um (cigar)ret e perguntou o que era, na época ele devia ter uns 6 anos, ficou conhecido como o “cigarro do tio Rodrigo”! rs Mas depois disso nunca mais, se viu, passou batido. A gente sempre tem muito cuidado, principalmente depois que a gente parou de fumar cigarro. Na rua com ele a gente não fuma, em casa a gente sempre teve um canto pra isso, a gente não fumava e nem fuma pela casa e nem toda hora, nada fica espalhado, isso incluindo a época do cigarro, era só ali, no quartinho. Isso desde sempre, então o Lucas foi crescendo, e a gente sempre como os mesmos hábitos, mesmo quando a gente se mudou, o famoso quartinho continuou, por sorte a gente conseguiu um apartamento com quarto de empregada. rs Nesse agora não tem, mas tranquilo, a gente sempre aguarda o momento certo. Daqui a pouco já dá pra ter uma conversa mais franca, não adianta eu querer abrir o jogo com meus filhos se eles não vão ter o entendimento que precisa. Eu não acho errado fumar, mas a sociedade sim, vai explicar isso pra uma criança… tudo tem seu momento certo, depois q o Lucas souber, o cuidado vai continuar o mesmo porque agora tem a Lelê! rs

RL: Você ficou em abstinência em alguma gravidez? (Se sim, por quanto tempo?)
LM: A gravidez é um estado mais complicadinho, por ela mesmo você enjoa, cria repulsa, sei lá! Tudo fica esquisito. As minhas então!… Então acabou sendo mais fácil! Mas abstinência propriamente dita, não.
RL: Por que você acha importante defender a legalização?
LM: Se a gente que acredita não defender, quem vai? Se cada um fizer um pouquinho a coisa flui. O problema é que ainda existe muito daquele velho pré – conceito, parece que as pessoas não querem enxergar os benefícios da legalização, as mil e uma formas de uso… O que mata é essa imagem distorcida que a maioria das pessoas insiste em ter, sem conhecer!!
RL: Uso medicinal, espiritual ou recreativo?
LM: Todos!! Um leva ao outro. Fumar por prazer, mantendo o espírito leve, consequentemente a saúde fica boa! rs
RL: Qual a larica ideal? (Doce e salgado)
LM: Nossa! Confesso que eu sou uma gorda, gosto de comer, doce, salgado… Geralmente é o que tem em casa e deu pra inventar, mas um simples brigadeiro já me deixa feliz!!!!! rs
RL: Aperta um e ouve o quê?
LM: Depende! Tem dias que eu tô pro hip hop e outros que eu quero é reggae, depende do meu estado de espírito, do que eu tô fazendo… Eu sou bem eclética, outro dia mesmo eu queria era escutar pagode, sambinha… Haja!…
RL: Um filme pra chapar. (Se tiver maconha ou afins, melhor ainda)
LM: Na verdade uma série! Once Upon a Time, viciei! rs
RL: Literatura que faz a cabeça.
LM: Confesso que eu não sou dos livros, sou mais de ficar pelos blogs da vida, mesmo! rs
Mas livros, eu gosto daqueles que prendem a gente total, que a gente não consegue parar de ler. Caçador de pipas foi um deles!
RL: Passe a bola!
LM: Então galerinhaaa, vamos aproveitar que ainda tem mais da metade ano pela frente e adquirir o calendário, com certeza é um ótimo presente!!!!
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