ONU afirma que 3,4% dos alunos do ensino médio já usaram ecstasy

O dado mais preocupante do Relatório Mundial sobre Drogas 2009, divulgado na quarta-feira (24) pelo Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (Unodc), é o número de consumidores de ecstasy entre jovens estudantes do ensino médio, que seria de 3,4% dessa população em 2007.
O crescimento do consumo e apreensão de drogas sintéticas colocou o Brasil na 22ª colocação entre os países que já apreenderam esse tipo de droga. Foram 210 mil comprimidos apreendidos em 2007. É o único na América do Sul.
No ano passado, a Polícia Federal descobriu, no Paraná, o primeiro laboratório clandestino no País, o que revelou o início de uma produção local. A maior preocupação da ONU seria com os chamados “usuários problemáticos” – algo em torno de 18 a 38 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos.
A evidência de que as drogas invadiram a vida dos jovens, incluindo os que estão inseridos em classes sociais mais altas, não se restringe às chamadas “balas” ou drogas do amor, consumidas, em especial, nas baladas.
Crack e cocaína
Outros estudos já mostram que a escalada de crack e cocaína também se deu entre os menores de 18 anos. Um outro problema é que esse tipo de consumo também acaba aproximando a população juvenil da criminalidade.
Migrar das estatística de dependente para a de infrator não é um caminho raro de ser percorrido. Pesquisa realizada pela Escola de Enfermagem da USP avaliou 150 meninos da unidade da Fundação Casa de Ribeirão Preto, no interior, e encontrou a relação: do total, 96,7% disseram ter experimentado maconha e 65,3% deles confirmaram o uso de cocaína. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: G1














































